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Facility Telhas e Revestimentos · Varejo de construção

Case Facility: 100x de retorno com menos de R$ 1.000

A Semana do Consumidor da Facility Telhas e Revestimentos, em março de 2026, e o que ela ensina para qualquer loja que tem uma boa oferta e pouca verba para anunciar.

Em março de 2026, a Facility Telhas e Revestimentos investiu R$ 958,99 em anúncios no Meta Ads. No mesmo mês, vendeu mais de R$ 100 mil. É um retorno de mais de 100 vezes sobre o que foi para a mídia.

É um número bonito, e a gente podia parar por aqui. Mas seria meia verdade. Este texto conta o que a S8 fez, o que a loja fez, como os números foram medidos e onde eles têm limite. No fim, tem um checklist para quem tem loja de material de construção, ou qualquer varejo regional, e quer fazer o mesmo caminho.

A loja da Facility em Barra Velha, Santa Catarina, com o letreiro vermelho e preto e os paletes de piso na calçada
A loja da Facility em Barra Velha, Santa Catarina, com o letreiro vermelho e preto e os paletes de piso na calçada

Uma promoção boa e uma verba pequena

A Facility é uma loja de pisos, revestimentos e telhas em Barra Velha, no litoral norte de Santa Catarina. São mais de duas décadas no ramo cerâmico, desde que o Luís, fundador e dono, abriu as portas.

Para a Semana do Consumidor, a loja montou uma promoção de verdade: piso e azulejo da Angelgrés, primeira linha, com preço de semana especial. Não era desconto de fachada. Era o tipo de oferta que faz alguém que está reformando o banheiro parar de rolar a tela.

A restrição era outra. A verba de mídia do mês ficou abaixo de mil reais. Para quem está acostumado a ouvir que anúncio só funciona com muito dinheiro, isso parece pouco. Para a gente, verba pequena não é desculpa. É restrição de projeto, do mesmo jeito que o tamanho do terreno é restrição para quem projeta uma casa. Ela não impede o trabalho. Ela decide como ele vai ser feito.

E, com pouca verba, a pergunta que manda em tudo é uma só: onde cada real rende mais?

A oferta da Semana do Consumidor: produto, medida e preço por metro quadrado na mesma peça
A oferta da Semana do Consumidor: produto, medida e preço por metro quadrado na mesma peça
A identidade da Semana do Consumidor, usada nas peças da campanha
A identidade da Semana do Consumidor, usada nas peças da campanha

Como pensar campanha quando o dinheiro é curto

Com verba grande, dá para testar muita coisa ao mesmo tempo e deixar o algoritmo descobrir sozinho o que funciona. Com verba pequena, não. Cada escolha precisa ser feita antes, com a cabeça, e não depois, com o dinheiro. Três decisões fizeram a diferença na Facility.

A primeira: pedir a conversa, não o like

O Meta Ads deixa você escolher o que quer que a campanha entregue. Pode ser alcance, engajamento, visita ao site, cadastro ou mensagem. A plataforma leva a sério essa escolha: ela vai procurar justamente as pessoas com mais chance de fazer aquilo que você pediu.

Se você pede engajamento, ela encontra quem curte e comenta. Isso tem valor, mas curtida não paga piso. Se você pede mensagem, ela encontra quem tem o costume de chamar empresas no WhatsApp. Para uma loja em que a venda acontece numa conversa (o cliente pergunta a medida, pede o preço da caixa, quer saber se tem para entrega), esse é o objetivo que leva mais perto do caixa.

Por isso, a maior parte da verba foi para campanhas com objetivo de mensagem, levando direto para o WhatsApp da loja. A campanha de engajamento ficou com uma fatia menor, com outro papel: fazer a oferta circular e manter a loja presente para quem ainda não estava pronto para chamar.

A segunda: o dono no vídeo

Quadro do vídeo da Semana do Consumidor: o Luís, dono da loja, mostra cada peça e diz o preço por metro quadrado
Quadro do vídeo da Semana do Consumidor: o Luís, dono da loja, mostra cada peça e diz o preço por metro quadrado

A peça principal da Semana do Consumidor foi um vídeo simples. O próprio Luís, dono da Facility, no showroom, segurando cada piso e cada azulejo e dizendo o preço do metro quadrado.

Isso funciona por um motivo que vale para qualquer comércio local. Em cidade pequena e média, as pessoas compram de quem conhecem. Ver o dono da loja falando do produto passa uma confiança que nenhuma arte genérica consegue passar: tem alguém responsável por aquele preço, e esse alguém está ali, na loja, no endereço que a pessoa sabe onde fica.

Não precisa de estúdio, nem de roteiro decorado. Precisa de luz boa, de som que dê para entender e de alguém que fale do produto com a segurança de quem vende aquilo há anos.

A terceira: preço e produto na mesma peça

O vídeo e as artes da campanha seguiram a mesma regra: o produto aparece inteiro, com a medida, a linha e o preço por metro quadrado em destaque. Nada de "consulte condições" nem de "chama no direct para saber o valor".

Pode parecer óbvio, mas muita loja esconde o preço com medo de espantar o cliente. Na prática, acontece o contrário. Quem chama já sabe o preço e já gostou do produto. A conversa começa mais adiante, e a equipe gasta o tempo dela com quem tem chance real de comprar.

Onde foi cada real

Os números a seguir são do painel do Meta Ads, referentes a março de 2026. A verba total de R$ 958,99 foi dividida em três campanhas:

Campanha Objetivo Investido O que entregou
Captação Mensagem no WhatsApp R$ 612,42 66 conversas, 56 de contatos novos, custo por conversa de R$ 9,28
Promoção Mensagem no WhatsApp R$ 166,18 6 conversas, 4 de contatos novos
Publicações Engajamento R$ 180,39 29.279 engajamentos
Total R$ 958,99 72 conversas, 60 contatos novos
CaptaçãoR$ 612PublicaçõesR$ 180PromoçãoR$ 166
Divisão da verba de março Quase dois terços foram para a campanha que trazia a conversa mais barata. Fonte: painel do Meta Ads.

Somando as duas campanhas de mensagem, foram 72 conversas abertas no WhatsApp da loja. Dessas, 60 foram de contatos novos, gente que nunca tinha falado com a Facility antes. O custo por conversa começou em R$ 9,28, na campanha de captação.

Repare em duas coisas nessa tabela.

A primeira: quase dois terços da verba ficaram numa campanha só, a que trazia conversa mais barata. Com pouco dinheiro, espalhar a verba por muitas frentes é a forma mais rápida de não ter resultado em nenhuma. Concentrar onde rende é a regra.

A segunda: nem toda campanha rende igual, e isso não é problema. A campanha específica da promoção trouxe bem menos conversas que a de captação. Isso é informação. Mostra para onde o real do mês seguinte deve ir, e é exatamente para isso que serve olhar campanha por campanha, e não só o total.

Quem fecha a venda é a loja

Quadro do vídeo "pedi pro meu funcionário mostrar minha loja": a equipe do depósito, entre os paletes
Quadro do vídeo "pedi pro meu funcionário mostrar minha loja": a equipe do depósito, entre os paletes
Vendedor da Facility no balcão do showroom, entre as placas de porcelanato
Vendedor da Facility no balcão do showroom, entre as placas de porcelanato

Até aqui, a gente falou da parte da S8. Agora vem a parte que nenhuma agência faz pelo cliente.

Anúncio bom leva gente até a porta. A porta, no caso da Facility, era o WhatsApp. E o que acontece depois que a pessoa manda "oi, quero saber do piso da promoção" não depende de campanha. Depende de quem responde, de quanto tempo demora, de ter o produto no estoque e de alguém que saiba fechar.

A Facility entregou três coisas que fizeram o número acontecer:

  • Uma promoção que valia a pena. Nenhuma campanha salva oferta fraca. Ela só faz a oferta fraca ser ignorada por mais gente.
  • Uma equipe pronta para atender. Loja, depósito e financeiro sabendo da promoção e preparados para o movimento. Conversa que chega e fica horas sem resposta vira conversa perdida.
  • Estoque para entregar o que o anúncio prometeu. Quem chama quer saber se tem e quando chega. Essa resposta não sai da campanha, sai do depósito.

No mesmo mês, a equipe gravou um vídeo no formato "pedi pro meu funcionário mostrar minha loja", passando pelo depósito, pelo financeiro e pelo balcão. Além de divertido, ele mostra a mesma coisa que este case: a venda é trabalho de time.

Anúncio bom leva gente até a porta. Quem fecha a venda é a loja.

O que o cliente disse

No começo de abril, chegou uma mensagem da Facility no grupo de trabalho com a S8. A loja autorizou a publicação, e ela vai transcrita aqui, sem print e sem nomes:

Boa tarde, pessoal. Passando pra agradecer pelo trabalho de vocês no marketing. Esse mês tivemos um retorno bem bacana. Foram 30 vendas vindas dos anúncios, gerando resultado bem positivo, mostra que estamos no caminho certo.

Facility Telhas e RevestimentosNo grupo de trabalho com a S8, abril de 2026

Trinta vendas vindas dos anúncios. Esse é o dado que importa, e ele não veio do painel do Meta. Veio da loja, que sabe quem chegou pelo anúncio porque é ela que atende.

Como medir de verdade, e onde o número tem limite

Case de marketing costuma mostrar só o número grande. A gente prefere mostrar de onde cada número veio, porque isso é o que permite repetir o resultado.

O que veio do Meta Ads: o investimento de R$ 958,99, as 72 conversas, os 60 contatos novos, o custo por conversa e os 29.279 engajamentos. São números medidos pela plataforma, conferidos no painel.

O que veio da loja: as 30 vendas vindas dos anúncios, informadas pela Facility. E o valor de mais de R$ 100 mil em vendas no mês, que também é informação do cliente, e não do Meta.

Essa separação importa. O Meta Ads mede bem o que acontece dentro dele: quem viu, quem clicou, quem abriu conversa. Ele não sabe o que acontece depois que a conversa vai para o WhatsApp e a venda é fechada no balcão, no telefone ou na visita à loja. Para isso, só a loja tem a informação.

Por isso, o retorno de mais de 100 vezes é uma conta entre dois dados de fontes diferentes: a verba, medida pelo Meta, e as vendas, informadas pela loja. É um número honesto, mas tem limite. Ele não diz, por exemplo, quanto daquele cliente já compraria na Facility de qualquer jeito, nem quanto veio do boca a boca que a própria promoção gerou. Atribuição perfeita não existe no varejo físico. O que existe é medir o que dá para medir e pedir para a loja anotar o resto.

Na prática, três números bastam para uma loja saber se o anúncio está funcionando:

  1. Conversas abertas. Quantas pessoas chamaram no WhatsApp por causa do anúncio. O Meta mostra.
  2. Contatos novos. Quantas dessas pessoas nunca tinham falado com a loja. O Meta também mostra, e é o que diz se o anúncio está trazendo gente nova ou só conversando com quem já é cliente.
  3. Vendas que vieram do anúncio. Esse a loja precisa anotar. Uma pergunta simples no atendimento ("você viu a gente onde?") ou uma marcação na conversa já resolvem.
O site novo da Facility, facilitytelhasepisos.com.br, na versão de celular: promoções, marcas parceiras e botão de WhatsApp
O site novo da Facility, facilitytelhasepisos.com.br, na versão de celular: promoções, marcas parceiras e botão de WhatsApp

Um apoio a mais nessa conta é o site. A Facility estreou um site novo, o facilitytelhasepisos.com.br, com as promoções, as linhas de piso e o caminho direto para o WhatsApp. Quem vê o anúncio e quer pesquisar antes de chamar encontra a loja lá. É o mesmo raciocínio que aplicamos na frente de criação de sites para indústria e varejo: o site precisa segurar quem ainda não está pronto para chamar.

Checklist para loja de material de construção e varejo regional

Showroom da Facility, com pisos e revestimentos expostos em painéis
Showroom da Facility, com pisos e revestimentos expostos em painéis
Estoque de porcelanato na empilhadeira, em frente ao depósito
Estoque de porcelanato na empilhadeira, em frente ao depósito

O caso da Facility não depende de piso. Ele serve para qualquer loja com endereço físico, público na região e uma oferta que vale a pena. Antes de colocar dinheiro em anúncio, vale passar por esta lista:

  1. Comece pela oferta, não pelo anúncio. Se a promoção não faria você parar de rolar a tela, ela não vai fazer o seu cliente parar.
  2. Escolha o objetivo pelo lugar onde a venda acontece. Se a venda fecha no WhatsApp, peça mensagem. Engajamento é apoio, não o centro da verba.
  3. Coloque o dono, ou alguém da loja, na frente da câmera. Rosto conhecido vende mais que arte bonita no comércio local.
  4. Mostre preço e produto na mesma peça. Medida, linha e preço por metro quadrado. Quem chama já chega decidido.
  5. Concentre a verba onde ela rende. Com pouco dinheiro, uma campanha boa vale mais que cinco mornas.
  6. Prepare a equipe antes de ligar o anúncio. Todo mundo precisa saber da promoção, do estoque e do prazo de entrega.
  7. Responda rápido. Conversa que espera horas esfria. Combine quem atende o WhatsApp durante a campanha.
  8. Anote as vendas que vieram do anúncio. Sem isso, você só vai saber quanto gastou, nunca quanto voltou.
  9. Olhe campanha por campanha no fim do mês. O total esconde o que funcionou e o que não funcionou.
  10. Tenha um lugar para quem quer pesquisar antes. Um site simples, com as promoções e o botão do WhatsApp, segura o cliente que ainda não está pronto para chamar.

O mérito é dividido

A equipe da Facility em frente ao depósito da loja, em Barra Velha. Quem fecha a venda é quem atende
A equipe da Facility em frente ao depósito da loja, em Barra Velha. Quem fecha a venda é quem atende

Ninguém faz 100 vezes sozinho. A S8 cuidou de um lado: o raciocínio da campanha, as peças, a divisão da verba e a leitura dos números. A Facility cuidou do outro: uma promoção que valia a pena, um dono disposto a gravar, uma equipe pronta para atender e uma loja com estoque para entregar o que o anúncio prometeu.

Se faltasse qualquer uma dessas partes, o número seria outro. Por isso, o mérito deste case é dividido, e a gente faz questão de dizer isso. É assim que trabalhamos na frente de tráfego pago e SEO: a campanha leva gente até a porta, e a gente ajuda a loja a se preparar para quem chega.

Verba pequena não é desculpa. É ponto de partida. Tem uma boa oferta e pouca verba para anunciar? Fale com a S8 no WhatsApp.

Números do Meta Ads referentes a março de 2026. Valor de vendas e número de vendas informados pela Facility, que autorizou a publicação.

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